terça-feira, 5 de agosto de 2008

Todo mundo torcendo!


Amanhã de manhã viajo pra São Paulo com meu papito. Vou fazer exames de rotina pra ver se meu olhinho bom continua bom mesmo. Tenho certeza que está tudo bem, mas não custa contar com a torcida, a vibração positiva e as orações de vocês. Aproveito também minha ida a Sampa pra visitar a tia Geórgia, tio Henrique, vó Sïlvia e o primo Davi, claro.
Vou deixar aqui uma foto minha com minha mãe porque sei que ela vai morrer de saudades de mim!

quarta-feira, 9 de julho de 2008

terça-feira, 10 de junho de 2008

2 aninhos


Hoje estou fazendo dois aninhos. E não podia deixar de olhar pra trás e fazer uma retrospectiva do ano que passou. É, já aprendi um pouco da nostalgia dos adultos. No meu aniversário de 1 ano meus pais fizeram um arraial danado de bom pra mim. Eu tava ensaiando meus primeiros passos, ainda não caminhava com firmeza, mas brinquei a noite inteira. Muita gente foi me abraçar e me desejar muitos anos de vida. Nesse dia eu já estava doente, mas ninguém sabia. Vocês sabem como o monstro caranguejo é silencioso. E eu me desenvolvia muito bem, como qualquer criança da minha idade. Como meus pais poderiam desconfiar? Algumas horas antes da minha festa, a fotógrafa que minha mãe tinha contratado adoeceu e acabou não podendo ir. Então papai, mamãe e avós se revezaram atrás das lentes. Nas fotos reveladas, a mancha do monstro caranguejo já aparecia em meu olho. Durante algum tempo, depois de descobrir que eu estava doente, minha mãe se perguntou se a fotógrafa profissional teria percebiso algo errado e alertado meus pais. Talvez não. Ou talvez sim.

Apenas quatro meses depois desse aniversário, meus pais descobriram o monstro caranguejo escondido no meu olho. Minha mãe nunca entendeu como conseguiu olhar aquelas fotos tantas vezes e não ver que tinha algo errado. E acho que ela nunca se perdoou também. Mas isso não importa. O que vale mesmo é que apenas oito meses depois eu estou aqui, firme, forte e guloso, comemorando mais um ano de uma longa vida, falando uma língua que a cada dia é menos antoniês e mais português. Meu olhinho de vidro não me incomoda em nada: já aprendi a tirar mas às vezes faço birra pra colocá-lo de volta. Aqui em casa adotaram a política do "sinta-se bem". Não quer colocar o olho? Não coloca! Vão olhar pra mim atravessado? Atravessado olho eu que só tenho um olho!

Em agosto vou começar a estudar. Bem antes disso quero aprender a andar na minha bicicleta dos Backyardigans que minha avó me deu. Também quero aprender a nadar como meus irmãos, que são dois peixinhos. Planos pro futuro não faltam, como vocês podem ver.

Olhando pra trás, pra esse ano intenso que passou, só posso dizer, sem falsa modéstia, que sou um exemplo pros meus pais. Como mais eles descobririam que monstros podem ser derrotados?

Meus pais vibram com meus pequenos progressos como vibraram com os dos meus irmãos. Mas minhas vitórias têm um sabor melhor pra eles: elas nos lembram todos os dias que vale a pena acreditar que dias melhores virão. Sempre.

sábado, 17 de maio de 2008

PONDO AS COISAS EM SEUS DEVIDOS LUGARES...



ATENÇÃO, PESSOAS SENSÍVEIS DEVEM EVITAR LER ESSE POST!



A grande novidade na Luizolândia é que eu estou começando a usar o troninho. Quando minha mãe me deu, eu adorei, afinal brinquedo nunca é demais! O Jejé (Zé Luiz) fez uma cara feia e comentou que nem tinha descarga. "Mas descarga pra quê mesmo?" Só aí entendi as terceiras intenções da minha mãe: ela queria que eu fizesse xixi e popô no troninho! Mas eu nem tchuns! Preferia mesmo brincar: colorido, com tampa, e com penico que sai... Pra mim era mais um brinquedo de encaixe!

Mas tanto insistiram que eu acabei reconsiderando. Na quinta-feira eu tava brincando no meu quarto e pensei com meus botõezinhos tamanho PP: "por que não fazer xixi nesse trono logo?" E fiz. E gostei. Minha mãe me deu muitos beijos e disse que eu estava ficando rapaz. Papai ficou todo orgulhoso. Confesso que eu não entendi porque, mas já que eles acham tão bonito assim, resolvi continuar seguindo a mesma trilha. Pais têm razões que a própria razão desconhece - sou bem pequeno, mas essa eu já saquei!

Hoje resolvi abalar de vez. Pedi pra sentar no penico e ainda disse o porquê: "Popô". Mamãe não botou muita fé, não. Achou que fosse mentirinha minha. Dá pra imaginar a cara dela quando sentiu aquele odor "perfumado"? Pois ela achou tão interessante que até foto tirou pra registrar o momento! Essa foto aí em cima é um documento histórico que comprova um grande passo meu rumo à civilidade.

Mas ela não se contentou em fotografar! Como meu pai não tava em casa, ela guardou o popô pra mostrar quando ele voltasse. E o pior: quando ele voltou achou minha obra de arte a coisa mais linda e cheirosa do mundo!

segunda-feira, 28 de abril de 2008

Novo Dicionário de Antoniês


Eu ando muito falante ultimamente. Todo dia descubro que consigo falar uma palavra nova, mesmo que seja só do meu jeito e que só meus pais e minha babá entendam. Pra facilitar a vida de vocês, pobres mortais, que querem se comunicar comigo mas não conseguem me entender, estou lançando a segunda parte do meu dicionário. Divirtam-se.


- Tssss (aquela barulhinho de gás escapando da garrafa de refrigerante) = refrigerante

- Caiu = quando eu derrubo alguma coisa mas quero escapar da responsabilidade

- Oti Ils = Hot Wheels, uns carrinhos que todo mundo que tem filho pequeno conhece

- Pi = pista de Hot Wheels. Serve pra colocar os carrinhos pra andar e também pra levar os pais à falência

- Picha = pizza

- Queo = quero. Esse eu uso o dia inteiro

- Peo = Pedro, meu irmão mais velho

- Jejé = Zé Luiz, meu irmão um pouco mais velho que eu

- Cao = carro

- Puá = pular na cama da mamãe

- Pú = shampoo (ao contrário, do Jejé, eu adoro tomar banho!)

- Sia = é como eu chamo minhas tias, mas elas têm que me adular muito!

- Busa = blusa

- Ipe = Luiz Filipe, meu primo

- Uóuó = vovó

- Uôuô = vovô

- Cáuóuó = casa da vovó

- Fuco = suco

- Isão = televisão

- Cacá = é como eu chamo minha mãe quando quero irritá-la

- Nenê = boneca

- Não (beeeeeem anasalado) = é não mesmo, e eu uso o dia inteiro, pra tudo

- Cucui = cuzcuz

- Ofo = ovo

- Ba-nhar = tomar banho

- China = não, não aquele país de pessoas de olhinhos pequenos. É piscina mesmo.


Ah! Claro que além de saber essas palavras soltas, eu já sei compor frases. Usando a máxima "Eu que'o" (eu quero) construo frases o dia inteiro. A primeira que eu disse foi em Brasília, semana passada: "eu que'o picha!". Depois que percebi que todo mundo se derrete quando dou ordens assim, passei a combinar novas palavras depois de "eu que'o". Sou ou não sou um menino esperto?



sexta-feira, 25 de abril de 2008

Dica de leitura

Ei, não ri, não! Só porque eu não sei ler você acha que eu não posso dar boas dicas de leitura? Pois fique sabendo que minha mãe lê pra mim e eu aprovo ou desaprovo o que ela lê, viu? Não sei se vocês sabem, mas minha mãe é fascinada por blogs! E há alguns dias ela encontrou meio por acaso um blog fantástico chamado Para Francisco. Nele, a publicitária Cristiana Guerra transforma a dor da perda do marido em lindas palavras e histórias para seu filho que nasceu pouco depois da morte do pai. Assim, algum dia Francisco vai poder ler e entender e conhecer um pouco quem era seu pai. Mas mais ainda que essa função prática, o blog parece ajudar a mãe a colocar seus sentimentos no lugar e não deixar que a sensação de injustiça e a tristeza do fim de um amor contaminem esse outro grande amor - dela pelo filho. Acho que minha mãe lembrou um pouco dela mesma e dos meses em que eu estive doente e ela escrevia pra não enlouquecer, pra não xingar o Papai do Céu, pra não deixar o pessimismo tomar conta. Vai lá dar uma olhada. Ah! E se você achar alguma semelhança entre eu e o Francisco, é mera coincidência!

quinta-feira, 24 de abril de 2008

No Planalto Central


Eu, meu padrinho e a Maria Luiza. Deu pra notar pela minha cara que eu não fui muito com a cara dessa bebê chorona, né?